NOS Primavera Sound 2018

NOS PRIMAVERA SOUND 2018


NOS Primavera Sound voltou ao Porto para a sua sexta edição. Este ano, notámos uma especial predisposição para a música pop - ou não fosse Lorde o nome que toma para si toda a atenção do primeiro dia - e para o hip-hop - com Tyler, The Creator Vince Staples em grande destaque. Sem descurar o ecletismo a que nos habituou, o Primavera Sound acaba por reflectir duas grandes tendências da música moderna. E nós, evidentemente, partilhamos o seu entusiasmo.


   


No primeiro dia, e gravando a partir da zona da imprensa, o objectivo foi fazer uma pequena antevisão do que poderíamos esperar destes três dias. Entretanto, foram surgindo amigos que fizeram desta primeira intervenção uma pequena, e bonita festa. Entre os Fogo Fogo Father John Misty, o Wandson partilhou connosco algumas das suas histórias dos bastidores do festival, o PAC falou-nos de Moullinex e da sua duríssima vida de escriba, e a Isabel Leirós picou o ponto numa curta intervenção (e aproveitou para sugerir os habituais Shellac). No final da noite, fizemos uma espécie de rescaldo da noite com o amigo Jorge de Almeida.

NPS 01 - Recepção e antevisão, com Wandson, PAC, e bonitas canções.
NPS 02 - Rescaldo do primeiro dia, com amigos em antena.

O segundo dia pautou-se pela presença predominante do hip-hop no palco principal, e com mais alguns palcos em actividade em relação ao dia anterior. Antecipámos alguns dos nomes deste dia, como os Superorganism, curioso fenómeno da música pop, ou os Zeal & Ardor, grupo de metal zangado que tenta homogeneizar o seu som pegando na estética do gospel e de outras coisas, com menção especial a Amen Dunes, e aos britânicos Idles - que, desde então, lançaram o seu segundo disco, Joy as an Act of Resistance, que lhes confirmou o estatuto de sensação britânica da nova vaga do punk.

NPS 03 - Previsão do segundo dia, com música e algumas ideias.
NPS 04 - Amigos fazem um breve comentário de apreço à Comida de Rua, brilhante instituição.

Os concertos de A$AP Rocky, Tyler, The Creator e Vince Staples foram a confirmação de um fenómeno: o hip-hop está mesmo a dominar as massas e a formar a sua própria linguagem de espectáctulo. A arte revolve num ego; o artista está sozinho. 

O último dia foi algo triste e melancólico. A chuva veio para ficar, e os concertos decorreram pautados pela água ininterrupta dos céus portuenses. Ficou bem em Nick Cave, por exemplo, mas preferimos o Primavera fiel a seu nome. Ao último dia, a Isabel Leirós juntou-se a nós em carne e osso para belíssimos momentos de comentário ao festival, resumindo o segundo dia, antevendo o terceiro, passando por uma série de deliciosas tangentes às quais nos tem habituado ao longo dos anos. Para o final, juntámos os amigos para nos despedirmos de mais uma edição do NOS Primavera Sound, ainda a referência para a música moderna nos festivais em Portugal - um festival em constante mutação, diga-se, e do qual esperamos mais surpresas para o ano de 2019.

NPS 05 - Isabel Leirós esmiúça o Festival, com comentário e antevisão do terceiro dia.
NPS 06 - Breves considerações finais na companha de Jorge de Almeida.

fotografias de Guilherme Gaspar